A Inteligência Artificial já faz parte do presente dos negócios. Hoje, 80% das empresas no mundo já a utilizam em alguma de suas áreas. No entanto, apenas 20% contam com políticas claras para governá-la.
Nesse descompasso está um dos maiores riscos desta era.
Ciclo Data & AI: um debate necessário
Com esse tema central, foi realizada uma nova edição dos Ciclos de Data & AI da Practia, um espaço criado para aproximar tendências tecnológicas e debates do público de TI.
Nesta ocasião, o destaque foi Carlos Lacchini, Practice Manager de Data & AI na Practia, uma empresa Publicis Sapient. Ele trouxe um ponto crítico: a governança da inteligência artificial.
“Governar a inteligência artificial não é pará-la, é dar-lhe direção”, afirmou Lacchini, marcando o tom da conversa.
Adoção cresce, mas governança não acompanha
A IA está transformando a forma como empresas de todos os setores tomam decisões. Desde modelos preditivos até aplicações generativas, a sua adoção cresce de forma exponencial.
Entretanto, a maturidade em governança não evolui no mesmo ritmo. Como explicou Lacchini:
“Vivemos rodeados de novas tecnologias, mas em muitos casos continuamos enfrentando-as com velhas regras, velhos marcos e até suposições incorretas.”
Os riscos de uma IA sem governo
Esse desajuste gera riscos de diferentes tipos. Entre eles estão:
-
Éticos e sociais: como a discriminação e os vieses algorítmicos.
-
Legais e regulatórios: associados ao não cumprimento de normas internacionais como GDPR ou ISO 42001.
-
Reputacionais: a confiança dos clientes pode ser afetada por um uso inadequado dos modelos.
-
Operacionais: ligados à falta de escalabilidade, rastreabilidade e sustentabilidade das soluções.
Segundo o especialista:
“Uma IA sem governo é uma inovação sem rumo. E em um mundo governado por algoritmos, não governá-los é o verdadeiro risco.”
Os quatro atributos essenciais
Toda estratégia de governança deve se apoiar em quatro atributos fundamentais: privacidade, equidade, responsabilidade e transparência.
Esses princípios devem estar presentes em todas as decisões relacionadas ao desenho, implementação e uso de sistemas de inteligência artificial. Além disso, precisam estar articulados a três domínios complementares:
- Ética → define princípios orientadores, garante não discriminação e respeita a autonomia humana.
- Políticas e processos → estabelecem marcos organizacionais para avaliar riscos, auditar e supervisionar.
- Tecnologia → fornece práticas como MLOps e LLMOps para garantir rastreabilidade, monitoramento e controle de desvios.
Quando essas dimensões atuam em conjunto, as empresas conquistam os benefícios de uma IA responsável: confiança, inovação sustentável e alinhamento com valores organizacionais.
Um roteiro prático para líderes
A apresentação também trouxe uma rota prática para quem ocupa posições de liderança.
O primeiro passo é realizar um diagnóstico inicial para mapear sistemas, riscos e o nível de maturidade da organização. Em seguida, é essencial definir princípios claros que orientem o uso ético e responsável da IA.
Depois, deve-se atribuir papéis e responsabilidades concretas dentro da empresa. Na sequência, vem a implementação de controles técnicos, apoiados em metodologias como MLOps.
Por fim, um esquema de medição e melhoria contínua garante o monitoramento de métricas, a detecção de desvios e o ajuste de processos.
Practia como parceira estratégica
Com mais de três décadas apoiando empresas em toda a América Latina em processos de transformação, a Practia se consolida como parceira estratégica para enfrentar o desafio de governar a IA.
Oferecemos marcos de governança que equilibram inovação, ética e conformidade regulatória.
O ciclo terminou com uma pergunta aberta que resume o espírito do encontro:
A sua organização está preparada para liderar com IA?
Na Practia acreditamos que o futuro não é apenas adotar inteligência artificial. Ele depende de fazê-lo com responsabilidade, transparência e visão estratégica. Quer descobrir nossos serviços? Clique aqui.



