Novas tendências em gestão adaptativa

by | Agile, Tendências

O gerenciamento de projetos tradicional e a agilidade continuam se combinando para impulsionar uma nova geração de empresas.

Os seres humanos tendem a polarizar: no futebol (ou nos esportes em geral), na política e em muitos outros aspectos da vida. É preto ou branco, sem tons de cinza. O mesmo acontece com as abordagens de gestão de projetos: ou uma empresa aposta na agilidade ou se concentra no modelo tradicional de waterfall (em cascata).

As novas tendências em gestão adaptativa indicam que não apenas isso não precisa ser assim, mas que, na verdade, pode ser exatamente o contrário.

Nestes tempos acelerados, em que é necessário se reinventar, lançar novos produtos e serviços digitais, abrir canais de comunicação e vendas ou redesenhar processos, por que continuar debatendo entre escolher uma opção ou outra, entre ágil ou tradicional, se é possível definir uma única visão de gestão que contemple ambas as alternativas?

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Saindo dos extremos

De fato, o mundo nos mostra que existem mercados, clientes, projetos ou situações altamente previsíveis – nos quais faz sentido aplicar o modelo waterfall – ou extremamente incertos – onde a agilidade seria a abordagem mais adequada.

A gestão adaptativa propõe sair dos extremos. O objetivo é desenvolver profissionais com a capacidade de transitar entre diferentes abordagens conforme as circunstâncias exigirem.

Que, em cada momento, possam avaliar quais são as melhores ferramentas e modelos para impulsionar o projeto em direção aos seus objetivos, gerar valor e aumentar as chances de sucesso.

Cada iniciativa é única e, inclusive, um mesmo projeto pode mudar drasticamente em diferentes momentos. Sendo assim, não podem existir fórmulas fixas para resolver situações que se modificam continuamente.

Também não há rivalidades: o ideal é aprender o melhor de cada abordagem e metodologia para ampliar nossa caixa de ferramentas e estar mais bem preparados para os diferentes cenários que possam surgir.

A era da sobrevivência

Nunca devemos esquecer a frase essencial para todas as organizações que buscam implementar uma gestão adaptativa. Aquela enunciada por Charles Darwin:
“As espécies que sobrevivem não são as mais fortes, nem as mais rápidas, nem as mais inteligentes, mas aquelas que melhor se adaptam às mudanças.”

As empresas devem seguir o mesmo caminho das espécies animais: adaptar-se à mudança ou aceitar a extinção. Ser adaptável não é um luxo nem uma opção para uma organização, mas sim uma necessidade.

Especialmente nos dias de hoje, em que os ciclos de vida dos produtos são mais curtos, as exigências dos clientes crescem exponencialmente, as tecnologias evoluem em uma velocidade impressionante, as novas gerações impõem sua marca de imediatismo e, dentro das próprias organizações, observam-se níveis de rotatividade sem precedentes.

Ficar estático em um mundo tão dinâmico? Parece, no mínimo, uma má ideia.

Uma habilidade que pode ser treinada

Em meio a esse grande desafio, há uma excelente notícia: a adaptabilidade pode ser treinada. Não importa a origem, a formação ou a experiência de cada pessoa. Todo o conhecimento adquirido ao longo da trajetória profissional pode ser utilizado para desenvolver essas habilidades adaptativas.

Na verdade, isso vai contra uma tendência comum quando se fala em reskilling: a necessidade de “desaprender”. Esse não é o caso.

É possível trabalhar, errar, tentar novamente e, ao final do processo, aprender sem descartar o que veio antes. A trajetória, as conquistas e o caminho percorrido até aqui não precisam ser desperdiçados; pelo contrário, têm valor e podem ser aproveitados para o desenvolvimento dessa nova capacidade.

De certa forma, isso se assemelha ao treinamento físico: cada pessoa começa de onde está e, a partir daí, melhora seu desempenho. Não à toa, as organizações adaptativas também são conhecidas como “organizações ginásticas”.

Gestão adaptativa: aspectos práticos

Na prática, a gestão adaptativa nos convida a reavaliar, em cada projeto e em intervalos curtos, se o modelo escolhido ainda é o mais adequado ou se chegou a hora de substituí-lo.

Não importa quão minucioso tenha sido o checklist inicial: não devemos nos apegar a nenhum esquema ou nos fechar para novas soluções. O questionamento constante é essencial. Inclusive, é válido utilizar ferramentas de um modelo e aplicá-las em outro. A gestão adaptativa constrói seu próprio way of working: a equipe escolhe a melhor forma de trabalhar com base no contexto que enfrenta.

Para adotar uma mentalidade adaptativa, é essencial desenvolver a capacidade de controlar empiricamente os projetos e processos, por meio de ciclos curtos de inspeção, adaptação e transparência. Em termos simples: analisamos experiências frequentes e ajustamos o caminho conforme necessário.

Em quais casos é necessário ser adaptativo?
Na gestão de projetos, no desenvolvimento ou manutenção de produtos e serviços ou em qualquer atividade que envolva a sobrevivência do negócio.

Os habilitadores da gestão adaptativa

Na Practia, identificamos quatro habilitadores essenciais para a gestão adaptativa.

1. Modelos de gestão: desde Scrum e Kanban até Design Thinking, Lean Thinking ou Matriz de Mudança, passando por qualquer outro que se aplique. Novamente, não é necessário se prender a um único modelo, pois todos podem ser úteis em diferentes momentos.

2. Estilos de liderança: as características dos líderes e como eles podem estimular a mentalidade adaptativa dentro das equipes.

3. Habilidades interpessoais da equipe: comunicação, facilitação, capacidade de negociação, trabalho em equipe, resolução de problemas, escuta ativa, gestão de crises e inteligência emocional.

4. Visão de resultados: garantir que os projetos sejam executados com sucesso, cumpram seus ciclos de vida e atinjam seus objetivos.

Os benefícios da gestão adaptativa

As empresas que adotam a gestão adaptativa aproveitam melhor as habilidades disponíveis em suas equipes e os modelos de gestão, ajustando-os às necessidades de cada momento para otimizar os resultados.

Um detalhe importante: a gestão adaptativa pode ser aplicada tanto a novos projetos quanto a iniciativas em andamento.

E, claro, o benefício fundamental: manter o negócio sustentável e competitivo em um mundo que muda cada vez mais rápido.

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Sobre Practia

Somos ideias em ação. Trabalhando junto a cada cliente, combinamos experiência, novas práticas e tecnologias digitais para criar soluções inovadoras que permitem otimizar suas operações, crescer no mercado e impulsionar novos modelos de negócios.

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